Observatório Internacional · CNPq PICTI 2025

Observatório Internacional
em Colonialismo Digital

CNPq PICTI 2025 · Processo 447771/2025-6
Coordenação Geral Lucia Santaella PUC-SP · TIDD
Vice-Coordenação e Internacionalização Kalynka Cruz UFPA · FACOM/PPGCom
17Instituições
5Países
17+Pesquisadores
2026–28CNPq

O Observatório Internacional em Colonialismo Digital é uma rede interinstitucional de pesquisa dedicada à análise crítica dos impactos sociais, culturais, políticos e cognitivos da expansão das infraestruturas digitais em territórios vulnerabilizados e contextos periféricos. A partir de um estudo longitudinal iniciado em 2020 e articulando 17 instituições de 5 países, o projeto investiga como plataformas, sistemas de conectividade e tecnologias globais são implementados sem processos transparentes de consulta, governança ou mediação ética, produzindo novas formas de dependência tecnológica e assimetria informacional. Entre seus principais objetivos estão o mapeamento das dinâmicas contemporâneas de conectividade, o desenvolvimento de metodologias de literacia digital intercultural, a produção de conhecimento crítico sobre soberania informacional e a formulação de modelos de governança tecnológica replicáveis em diferentes contextos do Sul Global.

Colonialismo digital
na era da IA

Em todo o Sul Global, infraestruturas digitais chegam antes das regulações. Dados são extraídos antes que comunidades compreendam o que cedem. Algoritmos moldam decisões antes que populações entendam como funcionam. O caso Mebêngôkre-Kayapó não é uma exceção — é um espelho. O que acontece na Amazônia quando o Starlink chega sem protocolo ético é a versão mais visível de um processo que atravessa favelas, periferias urbanas e territórios rurais em todo o mundo.
01

Infraestrutura como Poder

Quando corporações como a SpaceX instalam conectividade em territórios indígenas sem consulta prévia, não estão apenas vendendo internet. Estão capturando mercados de dados, criando dependência tecnológica e exercendo soberania sobre povos que nunca assinaram contrato. É colonialismo — mas com antena.

02

O Déficit de Governança Global

A regulação da IA e dos dados ainda é nacional, quando os problemas são planetários. Os grandes frameworks de governança — GDPR europeu, LGPD brasileira, propostas da UNESCO — não alcançam comunidades indígenas, zonas rurais do Sul Global nem populações sem acesso a advogados digitais. O vazio regulatório não é neutro: ele favorece quem já tem poder.

03

Conhecimento Situado como Teoria

As comunidades mais afetadas pela digitalização acelerada são as mais ausentes dos debates que a regulam. O Observatório inverte esta lógica: trata o conhecimento indígena sobre tecnologia não como dado etnográfico, mas como teoria. O que os Kayapó aprenderam sobre resistência digital importa para Lagos, para Dhaka, para as favelas do Rio.

Como garantir que a expansão das infraestruturas digitais — em territórios indígenas, em periferias globais, em comunidades sem poder de negociação — fortaleça autonomia informacional em vez de aprofundar dependência? E o que as respostas construídas na Amazônia podem ensinar ao mundo?

Mapear

Cartografar as infraestruturas digitais nas aldeias e seus impactos, com dados georreferenciados, escuta comunitária e metodologias participativas.

Formar

Desenvolver metodologias de literacia digital interculturais com os Kayapó como protagonistas, não como objetos de estudo.

Articular

Construir uma rede científica internacional que coloque o caso Kayapó no centro do debate global sobre ética da IA e soberania de dados.

Incidir

Produzir recomendações políticas e éticas baseadas em evidências empíricas, para reguladores, agências internacionais e governos.

6 eixos de
pesquisa integrada

1

Epistemologia e Soberania Digital

Construção do conceito de soberania digital indígena a partir do caso Kayapó. Decolonialidade tecnológica, justiça cognitiva, semiose humano-máquina. Eixo teórico central.

Kalynka Cruz (coord.) · Vanessa Oliveira · Raphael Uchôa · Laura Zanotti · Richard Pace
2

Literacia Digital Indígena

Metodologias e produtos pedagógicos desenvolvidos COM os Kayapó. A lógica da educação indígena para a tecnologia. Oficinas, materiais bilíngues, protocolos comunitários.

Laura Zanotti (coord.) · Geane Alzamora · Richard Pace · Ingrid Bassi · 5 DEJ indígenas
3

Internacionalização Científica

Circulação global do conhecimento. Mobilidade de pesquisadores brasileiros e indígenas para instituições parceiras.

Kalynka Cruz (coord.) · Laura Zanotti · Linda Dematteo · Londoño · Tomazini
4

Cartografia Digital

Mapeamento georreferenciado das infraestruturas de conectividade amazônicas. Quem instala o quê, onde, com quais consequências. Plataforma multilíngue integrada.

Cleomar Rocha (coord. técnica) · André Lemos · Kalynka Cruz
5

Difusão Científica

Artigos em coautoria internacional, webdocumentários com comunicadores indígenas, relatórios técnicos, rádio comunitária. O conhecimento retorna às aldeias.

Todos os pesquisadores da rede
6

Governança e Políticas Públicas

Recomendações éticas baseadas em evidências empíricas. Incidência em reguladores nacionais e fóruns internacionais de IA, dados e direitos digitais indígenas.

Kalynka Cruz · Carla Tomazini · Myriem Aboutaher · Chardel · Raphael Uchôa…

Uma rede de
conhecimento decolonial

17 Instituições
5 Países
16+ Pesquisadores
9,68 Nota CNPq
🇧🇷 Brasil 🇫🇷 França 🇺🇸 Estados Unidos 🇵🇹 Portugal 🇨🇴 Colômbia

Ciência feita
com as comunidades

Toda a pesquisa é orientada por quatro princípios que atravessam todas as fases, todos os eixos e todos os produtos.

I

Escuta antes de tudo

Nenhuma formação começa sem escuta. Nenhuma tecnologia chega sem preparação. O que os Kayapó querem aprender é a pergunta que orienta o projeto — não a nossa hipótese sobre o que eles precisam.

II

Protagonismo Indígena

Os Kayapó não são objetos de pesquisa, são pesquisadores. Cinco pesquisadores indígenas participam do projeto com bolsas de formação no exterior. Os materiais pedagógicos são desenvolvidos em colaboração direta com as lideranças.

III

Ciência Decolonial

O projeto opera a partir de uma epistemologia explicitamente decolonial. O conhecimento Kayapó é tratado como teoria, não como dado. As metodologias são participativas, interculturais e validadas pelas comunidades.

IV

Devolutiva como Obrigação

Todo conhecimento produzido retorna às comunidades. Não como concessão — como princípio estrutural. A devolutiva não é uma etapa final: é um processo contínuo ao longo dos 24 meses.

Etnografia Digital e Netnografia

Acompanhamento longitudinal das práticas digitais emergentes nas aldeias. Observação participante online e presencial. Documentação das transformações nas relações socioculturais mediadas pela conectividade.

Pesquisa Participativa Comunitária

As lideranças Kayapó participam do design da pesquisa. Protocolo de consulta prévia, livre e informada. Todas as decisões metodológicas são validadas com representantes das aldeias.

Cartografia Crítica Georreferenciada

Levantamento digital das infraestruturas de conectividade — antenas, cobertura, operadoras, contratos. Dados coletados com GPS e sistemas de informação geográfica. Base empírica da plataforma do Observatório.

Ecossemiótica

Interpretação dos processos comunicativos nas aldeias — como os Kayapó constroem sentido com e sobre as tecnologias digitais. Abordagem peirceana aplicada às práticas de mediação digital indígena.

Metodologia Comparada Internacional

Análise comparativa com outros casos de digitalização indígena em contextos pós-coloniais. Contribuição de pesquisadores de 5 países com perspectivas disciplinares complementares.

Produção Colaborativa de Conhecimento

Workshops, coorientações, missões científicas e publicações em coautoria projetados para circular conhecimento entre todos os nós da rede — não apenas dos centros para as periferias.

O conhecimento
retorna às aldeias

Produções Acadêmicas

6–8 Artigos em Coautoria Internacional

Elaborados ao longo dos 24 meses por duplas e trios da rede — Brasil, França, EUA, Portugal, Colômbia. Revisão por pares, periódicos qualificados.

Dossiê Temático

Soberania digital indígena em revista internacional indexada. Organizado por Geane Alzamora e Winfried Nöth com contribuições de toda a rede.

Relatórios Técnicos Semestrais

Diagnósticos de infraestrutura e impactos digitais. Bilíngues (PT/EN). Circulação aberta para comunidades de pesquisa e reguladores.

Documento de Políticas Públicas

Recomendações éticas e regulatórias baseadas em evidências. Trilíngue (PT/EN/FR). Legado final do Observatório para incidência em fóruns internacionais.

Comunicação e Devolutiva

Webdocumentários

Produzidos COM comunicadores indígenas Kayapó. Linguagem audiovisual adaptada à perspectiva das comunidades. Distribuídos na plataforma e nas redes das instituições parceiras.

Rádio Comunitária nas Aldeias

Conteúdos produzidos em Mebêngôkre-Kayapó para as rádios comunitárias existentes. O conhecimento chega onde a internet ainda não é acessível.

Apresentações nas Aldeias

Ao final de cada fase, a equipe apresenta os resultados às comunidades. Formato definido pelos Kayapó — assembleias, rodas de conversa, exibições audiovisuais.

Eventos Internacionais

Mínimo 2 eventos por ano: EHESS, IMT, Sciences Po, Cincinnati, Coimbra. Kalynka Cruz coordena a presença da rede nos principais fóruns da área.

O Observatório não estuda um povo isolado — estuda um processo global através do caso mais documentado que existe. O colonialismo digital não tem fronteira étnica: atinge qualquer comunidade que não tem poder para negociar os termos da sua própria conectividade. O que aprendemos aqui serve para Brasília, para Bruxelas e para Nairóbi.

Modelo Replicável

As metodologias de literacia intercultural, cartografia digital participativa e governança tecnológica desenvolvidas aqui são projetadas para ser adaptadas por outros povos indígenas — no Brasil e no mundo.

Ciência Decolonial na Prática

Pesquisadores indígenas como bolsistas internacionais. Conhecimento Kayapó como teoria, não como dado. Uma academia que aprende com quem sempre foi ensinado — não sobre quem sempre foi ensinado.

Voz Onde ela Faz Diferença

Quando os reguladores decidirem como governar a IA e os dados indígenas, o Observatório estará na sala — com evidências empíricas, com as vozes das comunidades, com alternativas concretas e replicáveis.

Pesquisadoras
e pesquisadores

Coordenadora Geral · Proponente CNPq
Lucia Santaella
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo · PUC/SP

Doutora em Teoria Literária pela PUC-SP (1973) e livre-docente em Ciências da Comunicação pela ECA/USP (1993). Professora titular emérita da PUC-SP, criadora e coordenadora do TIDD e professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Pesquisadora 1A do CNPq. Diretora do CIMID e do Centro de Estudos Peirceanos na PUC-SP. Titular da Cátedra Oscar Sala do IEA/USP (2021–2022). Autora de mais de 50 livros e cerca de 500 artigos científicos. Prêmio Jabuti em 2002, 2009, 2011 e 2014. Orientou mais de 258 mestres, doutores e pós-doutores. Uma das maiores referências mundiais em semiótica peirceana, comunicação e inteligência artificial.

Vice-Coordenadora · Coord. Internacionalização
Kalynka Cruz
Universidade Federal do Pará · FACOM/PPGCOM-UFPA

Doutora em Sociologia pela EHESS (Paris), é professora e pesquisadora franco-brasileira. Professora da Universidade Federal do Pará (FACOM/PPGCom-UFPA) e professora colaboradora do TIDD/PUC-SP. Sua obra investiga as relações entre tecnologia, cognição, linguagem e vida social, com ênfase nos impactos éticos e políticos da inteligência artificial e do colonialismo digital. Integra o LASCO IDEA LAB do Institut Mines-Télécom. Autora de livros e artigos em português, inglês, francês e espanhol. Vive entre a França e o Brasil.

André Luiz Martins Lemos
Universidade Federal da Bahia · UFBA · Instituto de Letras
Brasil
Cibercultura, Comunicação, Teoria da Comunicação, Sociologia do Cotidiano, Cultura digital. Consultor na elaboração das formações de literacia e responsável pela supervisão das análises dos dados cartográficos da rede.
Pesquisador PQ 1A · CNPq
Aurélie Le Lièvre-Ekici
ESCP Geopolitics Institute · France
França
Internacionalização, captação de recursos, parcerias acadêmicas europeias, mediação intercultural.
Carla Guerra Tomazini
Sciences Po Paris · University of Warwick
França
Ciência Política, Relações Internacionais, Políticas Públicas, Análise Institucional, América Latina. Especialista em coalizões transnacionais, políticas comparadas e justiça cognitiva. Contribui com leitura crítica das interseções entre tecnologia, políticas públicas e saberes indígenas.
Cleomar de Sousa Rocha
Universidade Federal de Goiás · UFG · MediaLab
Brasil
Multimídia, Hipertexto, Realidade Virtual, Artes, Economia Criativa, Tecnologia Assistiva. Coordenador do MediaLab/UFG. Responsável pela supervisão da coleta de dados para a cartografia digital e pela produção de materiais educativos de literacia digital.
Pesquisador PQ C · CNPq
Felipe Londoño
Universidad de Bogotá Jorge Tadeo Lozano
Colômbia
Vice-reitor Acadêmico da Universidad de Bogotá Jorge Tadeo Lozano. Arquiteto, doutor em Engenharia Multimídia pela Universidade Politécnica da Catalunha (Espanha). Foi Reitor da Universidade de Caldas (2014–2018). Diretor do Festival Internacional da Imagem — maior evento de arte e tecnologia do país. Pesquisador em Criação Digital, Indústrias Criativas, Design e Novas Tecnologias. Diretor do grupo de pesquisa DICOVI (Categoria A1, MinCiencias).
Geane Carvalho Alzamora
Universidade Federal de Minas Gerais · UFMG · Departamento de Comunicação Social
Brasil
Semiótica, Teorias da Comunicação, Jornalismo, Transmídia, Desinformação. Colaboradora nas ações de literacia junto às comunidades indígenas.
Pesquisadora PQ 2 · CNPq
Ingrid Gomes Bassi
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará · UNIFESSPA
Brasil
Comunicação, Educomunicação, Mídia-educação, Cultura e Alteridade, Narrativas contemporâneas. Formação em educomunicação comunitária. Responsável pelo diálogo permanente de escuta com as comunidades e pela sistematização de textos, artigos e trabalhos de divulgação científica.
Laura C. Zanotti
University of Cincinnati
EUA
Professora e diretora da Escola de Meio Ambiente e Sustentabilidade da University of Cincinnati. Vasta experiência junto às comunidades Mebêngôkre-Kayapó. Como ecologista política feminista e cientista social interdisciplinar, trabalha em parceria com comunidades para apoiar a sustentabilidade dos meios de subsistência e o bem-estar dos povos indígenas e tradicionais. Especialista em projetos colaborativos e transdisciplinares com métodos mistos qualitativos. Coordenação de campo e da literacia digital indígena.
Camila Coelho
University of Cincinnati
EUA
Pesquisadora vinculada ao projeto desde a graduação, em 2020, quando participou da primeira versão da pesquisa junto à Profa. Kalynka Cruz, Profa. Laura Zanotti e Prof. Richard Pace. Atualmente prepara doutorado sobre colonialismo digital e comunidades indígenas amazônicas na University of Cincinnati.
Lynda Dematteo
École des Hautes Études en Sciences Sociales · EHESS
França
Antropologia, análise crítica das tecnologias digitais em contextos indígenas, supervisão de missões científicas
Myriem Aboutaher
Institut d'Études Politiques de Paris · Sciences Po
França
Comunicação, poder e processos de transformação sociopolítica no Sul Global, dinâmicas pós-coloniais, democracia em contextos periféricos
Pierre Antoine Chardel
Institut Mines-Télécom · IMT
França
Hermenêutica, ética aplicada, teoria crítica, impactos éticos e sociopolíticos das tecnologias digitais em contextos indígenas
Raphael Bezerra da Silva Uchôa
Universidade de Coimbra · CES · Darwin College, Cambridge
Portugal
História Moderna e Contemporânea, História das Ciências, Filosofia da Ciência, decolonialidade, colonialismo digital, bacia amazônica
Richard Brown Pace
Middle Tennessee State University · MTSU
EUA
Antropologia. Mais de 20 anos de atuação nas comunidades Mebêngôkre-Kayapó. Pesquisa de campo e difusão científica.
Vanessa de Souza Oliveira
Universidade Presbiteriana Mackenzie · Centro de Comunicação e Letras
Brasil
Comunicação, Relações Internacionais, Colonialismo digital, Big Techs no Sul Global, questões raciais e de gênero. Especialista em política latino-americana. Aprofunda a abordagem teórica do colonialismo digital e articula as relações entre tecnologia, poder e geopolítica digital no caso Starlink.
Winfried Maximilian Nöth
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo · PUC/SP · TIDD
Brasil
Semiótica cognitiva, Semiótica geral, Comunicação, Linguística semiótica. Renomado especialista internacional em semiótica. Supervisiona as produções de difusão científica e coordena a elaboração de artigos acadêmicos, assegurando o rigor teórico da análise semiótica dos processos comunicativos nas comunidades.
Supervisão científica · PUC/SP
Pesquisadores Indígenas
Comunidades Mebêngôkre-Kayapó
Brasil · Pará
Bolsistas serão selecionados após escuta comunitária. Protagonistas da pesquisa, não objetos de estudo. Formação internacional de 1 a 3 meses em instituições parceiras.
Bolsas DEJ · CNPq
Brasil
França
EUA
Colômbia

Faça parte
desta rede

O Observatório Internacional Mebêngôkre-Kayapó é uma rede aberta de pesquisa, formação e incidência. Pesquisadoras, instituições e parceiros são bem-vindos.

Coordenadora geral (proponente CNPq):
Profa. Dra. Lucia Santaella
TIDD · PUC/SP · São Paulo

Vice-coordenação e internacionalização:
Profa. Dra. Kalynka Cruz
FACOM/PPGCOM · UFPA · Belém, Pará

CNPq PICTI 2025 · Processo 447771/2025-6

Instituições Parceiras

UFPA · FACOM / PPGCOM — Belém, Brasil PUC-SP · TIDD — São Paulo, Brasil UFMG — Belo Horizonte, Brasil UFG — Goiânia, Brasil EHESS — Paris, França IMT — Paris, França University of Cincinnati — EUA Universidade de Coimbra — Portugal Universidad de Bogotá — Colômbia
Amazônia Digital
Grupo de Pesquisa CNPq · FACOM/UFPA · Diretório nº 789828

Liderado por Kalynka Cruz, o Grupo de Pesquisa Amazônia Digital investiga os impactos da expansão digital nas comunidades indígenas da Amazônia, com foco em colonialismo digital, soberania informacional e literacia intercultural. A pesquisa que originou o Observatório Internacional nasceu neste grupo em 2020, a partir do estudo longitudinal na aldeia A'Ukre (Terra Indígena Kayapó).

Publicação de Referência
Amazônia Digital
Lucia Santaella & Kalynka Cruz · Editora Educ · 2024 · 192 páginas

Resultados avaliativos da pesquisa sobre o impacto da expansão digital — especialmente do Starlink — nas comunidades Mebêngôkre-Kayapó. Explora impactos culturais, soberania digital e dinâmicas de poder na Amazônia.